R-Circular – Projeto de Economia circular
O projeto R-Circular viu a sua candidatura aprovada pelo Fundo Ambiental, tem o apoio da Camara Municipal de Torres Vedras e está a ser promovido pela União de Freguesias de Campelos e Outeiro da Cabeça.

Vai desenvolver atividades até fevereiro de 2019 e semear práticas que  se podem e devem manter para além da calendarização deste projeto.

Pretende estimular e desenvolver ações que integrem os princípios da Economia Circular com a comunidade local da União de Freguesias de Campelos e Outeiro da Cabeça (UFCOC).
As ações decorrentes do Projeto irão abranger também a comunidade duma zona geográfica mais alargada, municipal (Torres Vedras) e intermunicipal (Lourinhã, e do Cadaval).
O projeto integrará a identificação de potenciais intervenientes para o alargamento da rede de cooperação (indo além das atuais instituições, já envolvida no projeto), terá uma abordagem prática (hands-on) sobre as várias técnicas de reutilização, recuperação, recondicionamento, remanufatura e upcycling de vários tipos de bens, materiais e equipamentos, relativamente aos quais é ainda possível estender o seu ciclo de vida útil, com incremento da cadeia e criação de valor económico, social e ambiental. O projeto enquadra atividades de:
– sensibilização e formação a todos os intervenientes mais diretos, mais teórica sobre conceitos, os princípios e estratégias da economia circular (com referências como multi-R approach, Ellen MacArthur Foundation);
– desenvolvimento com a comunidade de ações de captação, de retoma ou retorno de bens e/ou peças usadas (cujo o destino seria reencaminhar diretamente como resíduo);
– formação, numa segunda fase, com workshops especializados sobre técnicas a utilizar;
– exposições, feiras;
– promoção e divulgação do projeto por meios digitais, através de um sitio e plataforma digital.
O período de execução do projeto, constituir-se-á como a fase de ignição, de teste do modelo de negócio e validação das suas premissas de sustentabilidade, sendo depois dada continuidade ao mesmo.

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ECONOMIA CIRCULAR | EDUCAÇÃO AMBIENTAL

ABORDAGEM MULTI-R

-O motor da Economia Circular –

A grande diferença entre a economia circular e a economia linear é o pensamento em ciclo, onde tentamos fechar o fluxo de materiais (orgânicos e inorgânicos) e energia, reduzindo a necessidade de extração e exploração dos recursos naturais acima da sua taxa de regeneração, poupando stocks e permitindo que estes se mantenham disponíveis durante mais tempo. Isso significa que cada agente na roda da economia circular tem responsabilidades específicas. Uma maneira fácil de memorizar a contribuição de cada agente é pensar nos vários R’s que ajudam a pôr em prática a economia circular.

 

Existe o primeiro R comum a todos, que é o Recusar. Seja ao nível da produção, distribuição ou consumidor final, o objectivo é dizermos que não precisamos! Desta forma libertamos os materiais e energia disponíveis para outros usos relevantes, evitando o seu uso para fins mais supérfluos.

Depois, os restantes R’s podem ser distribuídos da seguinte forma:

– Na Produção, tendo o cuidado de Repensar sobre os produtos e serviços que coloca no mercado, tendo sempre a possibilidade de os Redesenhar para que sejam mais circulares e sustentáveis;

– Ao longo da cadeia de Distribuição, permitindo que os produtos sejam recolhidos e Redistribuídos: quando o valor para um novo dono é maior do que para o dono atual; Reparados: em caso de avaria, mantendo-se o valor para o dono atual; ou ainda Remanufacturados, isto é recolhidos e convertidos em novos produtos prontos para voltarem a ser introduzidos no mercado.

– Ao nível do Consumidor final, sendo um consumidor consciente e por isso Reduzindo as suas necessidades de consumo, em particular ao nível de bens descartáveis ou não essenciais, Reutilizando sempre que possível os bens adquiridos, percebendo que podem ter mais do que uma utilização e quando estes chegam efectivamente ao fim da sua vida útil então Reciclar os diferentes materiais dando-lhes o devido encaminhamento (pontos de recolha selectiva). Ao respeitar esta sequência, o consumidor permite também que a energia despendida nos processos seja Recuperada, evitando novos consumos energéticos.